sexta-feira, 17 de agosto de 2012

PORTA FIDEI - A PORTA DA FÉ

                           
 Porta Fidei – A Porta da Fé.
        
                                  Irmãos e Irmãs!

                                  No dia 16 de outubro de 2011, o Papa Bento XVI anunciou na homilia da Missa com os participantes da Congregação Plenária do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização o desejo de proclamar um ANO da FÉ, com a finalidade de dar um renovado impulso à missão de toda a Igreja, na condução dos homens e das mulheres ao encontro e à amizade com Cristo que dá a vida em plenitude. O mundo atual passa por uma profunda crise de fé – fé até não mais vivida como um pressuposto óbvio da vida diária, mas negada – e que tem atingido muitas pessoas com a conseqüente perda do sentido religioso da vida, o que constitui o maior desafio para a Igreja hoje. O Papa crê que o Ano da Fé será um “momento de graça e de compromisso para uma conversão a Deus, cada vez mais completa, para fortalecer a nossa fé n’Ele e para O anunciar com alegria ao homem do nosso tempo”.
                                   No dia seguinte foi publicado o texto da Carta Apostólica – PORTA FIDEI, que fora assinada no dia 11 de outubro de 2011, sob a forma de “Motu Próprio” – iniciativa própria – com a qual era proclamado o Ano da Fé, com início dia 11 de outubro de 2012, e com encerramento na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de novembro de 2013. O cinqüentenário da abertura do Concílio Vaticano II, os vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, promulgado pelo beato João Paulo II, com o propósito de “ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé”, obra que foi fruto do Concílio Vaticano II e do Sínodo extraordinário dos Bispos em 1985 sobre a Catequese, são os eventos motivadores à proclamação do Ano da Fé. Nesta perspectiva é que se realizará a próxima Assembléia Geral do Sínodo, no mês de outubro de 2012, em Roma, com o tema: A NOVA EVANGELIZAÇÃÇÃO PARA A TRANSMISSÃO DA FÉ, ocasião propícia para particular reflexão e redescoberta da fé, preocupação já manifestada pelo Papa Paulo VI, de venerável memória, em 1967, na comemoração do décimo nono centenário do supremo testemunho dos Apóstolos Pedro e Paulo, “para que houvesse, em toda a Igreja, uma autêntica e sincera profissão da mesma fé, confirmada de maneira individual e coletiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca”. Pensava o Papa que a Igreja poderia assim retomar a exata consciência de sua fé para a reavivar, purificar, confirmar, confessar... Retomando o Concílio Vaticano II, e reconhecendo-o como a grande graça que beneficiou a Igreja no século XX, Bento XVI recorda, a partir da Constituição Lumem Gentium – Luz para as Nações, nº 8 – que a Igreja é “simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação” e que “exercita continuamente a penitência e a renovação”. É, portanto, a partir desta proposição que o ano da Fé convida à renovação da Igreja com uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do  mundo.
                                      Destacamos ainda outros aspectos relevantes da Carta Apostólica: 1. Quem faz a experiência de Jesus Cristo, é enviado por Ele para evangelizar. Uma evangelização entusiasta, alegre e que possibilita o reencontro da fé. 2. O ano da Fé deve ser celebrado de modo digno e fecundo por todas as pessoas e instâncias da Igreja. 3. Intensificar a celebração da fé, sobretudo, pela participação na Liturgia, capaz de fortalecer o testemunho e fazer crescer a credibilidade. 4. A fé é um Dom de Deus e graça que age na transformação das pessoas. 5. A proclamação da fé é sempre um ato pessoal e eclesial. A iniciativa é sempre de Deus. 6. A redescoberta dos fundamentos da fé a partir do estudo do Catecismo da Igreja Católica. 7. A presença e o testemunho de Maria: Ela acreditou e acolheu o anúncio da Palavra e prestou obediência e dedicação. 8. O papel dos Apóstolos. “Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda criatura (cf. Mc 16,15), e sem temor algum anunciaram a todos a alegria da ressurreição, de que foram fiéis testemunhas. 9. O testemunho dos discípulos reunidos na primeira comunidade cristã. 10 A Vida Religiosa, com homens e mulheres, na simplicidade evangélica, obediência, pobreza e castidade, comprometidos com a justiça, para tornar palpável a palavra do Senhor, que veio anunciar a libertação da opressão e um ano de graça para todos (cf. Lc 4, 18-19). 11. A concretude da fé: ela sustenta a caridade e a caridade nela se explica. 12. Diante dos desafios, é preciso resistir e confiar sempre.
                                      Unidos ao Papa Bento XVI nos empenharemos na renovação da Fé em nossa Igreja. Iluminados pelo Evangelho e pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e também na Diocese de Bragança Paulista, trilharemos com esperança e alegria, o caminho da evangelização. Que o ano da Fé, com a contribuição de todos os componentes do Povo de Deus, “torne Deus de novo presente neste mundo e abra aos homens o acesso à fé, para confiar naquele Deus que nos amou até o fim (cf. Jo 13,1), em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado”.


                                                                 Dom Sérgio Aparecido Colombo
                                                                            Bispo Diocesano             

Nenhum comentário: